terça-feira, 28 de julho de 2009
Homenagem
quarta-feira, 15 de julho de 2009
triparesia «again» :S:S:S:S:S:S

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segunda-feira, 6 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
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sábado, 4 de julho de 2009
PRÓXIMA ETAPA: PUNÇAO LOMBAR
imagem 2: punção lombar
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
como começou...
Apesar de sofrer de depressão já por alguns anos, a minha vida era rodeada sobretudo dos meus queridos cães. Fazia treinos de adestramento e isso fazia de mim uma das pessoas mais felizes da terra. Os animais trazem nas nossas vidas uma alegria diferente, trazem um amor sem pedir nada em retorno. Quer a gente deia pão ou bife, o nosso cão será sempre o nosso melhor amigo. É sempre perdoador, sempre feliz, sempre disposto a fazer uma corrida ou simplesmente ir a rua levar o lixo. Esta fotografia que coloquei aí, foi tirada pouco antes de eu adoecer. Para ser exacta foi tirada 3 meses antes. No entanto, posso dizer que esta minha cadela ainda hoje não me larga. Nunca me abandonou e nunca achou que eu podia ser «contagiosa». Quando achava que eu estava triste, enchia-me de lambidelas cheias de baba e de amor para me dizer simplesmente: «não te preocupes, eu estou aqui!»
Num fim de tarde de Fevereiro 2008, sentei-me no sofá para ver um filme. Quando quis levantar-me, apercebi-me que não podia mexer nenhum dos meus membros. só conseguia mexer o pescoço, conseguia falar e mexer a mão direita. Foi assim, sem mais nem menos. Sem uma única dor, sem um único aviso. Isto foi numa terça feira. Na altura só pensei que isso ia passar. Meu maninho e a minha mãe me ajudaram a por-me na cama e no dia seguinte iríamos decidir o que fazer consoante o que iria acontecer.
Quarta de manha, o meu braço direito já se mexia, mas com pouca força., não conseguia andar, não conseguia mexer, não tinha forças, mas tinha a pele hiper sensível. É claro que fomos para o hospital. Fizeram Raio X a coluna, exames sanguíneos e por fim disseram-me que devia ser uma crise de ansiedade que iria passar com alguns calmantes suaves (valariana). Mandaram-me para casa tal e qual conforme cheguei lá: sem forças e sem poder andar.
Durante a noite de quarta para quinta feira tive vontade de vomitar. Na casa de banho, nos braços do meu irmão, depois de vomitar desmaiei. Eu não me lembro, mas meu mano me disse que eu acordei e desmaiei 4 vezes. Por fim junto com a minha mão, conseguiram-me por na cama para eu descansar.
Quinta feira, hospital novamente. aí decidiram que realmente não podia ser apenas uma simples «crise de ansiedade» e resolveram mandar fazer um TAC na coluna e na cabeça. Os resultados não deram em nada. O Médico não soube diagnosticar o que eu tinha. passou-me para outra especialidade, que me mandaram fazer umas Ressonâncias Magnéticas para despistar a esclerose. Também não ouve resposta. entretanto passaram-se 4 meses em que eu não tinha forças nenhumas nas pernas e de vez em quando mexia o braço esquerdo, tendo apenas o braço direito para fazer as coisas do meu dia-a-dia.
O certo é que fartei-me d ser cobaia dos especialistas e de uma vez só, decidi deixar toda a medicação receitada por cada um dos especialistas. Avisei-os que ia deixar todos os medicamentos e apenas continuei a tomar o meu antidepressivo que já tomava antes.
3 semanas depois já conseguia andar de muletas; mal, mas conseguia estar de pé e ir a casa de banho sozinha. VITÓRIA!!!
A minha recuperação foi lenta mas progressiva, e em 3 meses já conseguia andar apenas com uma bengala de apoio.
Durante todo este tempo, nenhum dos Médicos soube dizer-me o que me aconteceu, ou dar-me uma pequena ideia de diagnóstico. Apenas deixaram «rolar».
Afinal comecei a andar de novo não foi? Por isso, para quê se ralar?
Agora estou novamente na mesma situação. Desta vez as dores triplicaram, o cansaço aumentou terrivelmente e estou desesperada por ter um diagnóstico!



