terça-feira, 28 de julho de 2009

Homenagem

Hoje apenas penso num bom amigo meu que sofre de artrite reumatoide e espondilite anquilosante em progressão.
Eu estou mal.
Não encontram os relatórios do exame que fiz no dia 4.
Pergunto-me se será bom sinal ou não....
de qualquer forma hoje apenas quero ser solidária com meu amigo que se reconhecerá se ler estas palavras.
Amigo: Força além do normal, vamos pedir!!!
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

triparesia «again» :S:S:S:S:S:S






mais eu vez há uma recaída. hoje estou um pouco melhor, então aproveito para escrever um pouco. mas, alem das pernas, estou de novo com a minha mão esquerda presa novamente daí meu triste título (triparesia...).


as dores aumentaram bastante desde a minha electromiografia. penso que deve ser bom sinal. as descargas eléctricas e as agulhadas profundas devem ter provocado alguma reacção. só vejo aqui mais uma pequena esperança de poder novamente andar de novo. entretanto tento ser «positiva» o que não é nada fácil pois as dores são muito fortes e fico muito cansada. ainda bem tenho meu rico maninho que está sempre por perto para me ajudar :D



terei alguns resultados no próximo dia 22/07/2009. provável também que eu marque a minha punção neste dia... vamos ver.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nada como uma sessão no cabeleireiro para levantar o moral das tropas femininas.
Quero lutar contra este desanimo que quer se alojar em mim.
que Deus me dê «força além do normal»!!!

domingo, 5 de julho de 2009

...


Hoje é daqueles dias em que eu me sinto um peso para todos aqueles que me rodeiam.
Sinto que sou a mais neste mundo. Que deveria desaparecer e deixar as pessoas viverem as suas vidas em vez de cuidar sempre das mesmas coisas:
dar a minha medicação, levar-me a casa de banho, lavar-me....
Que tristeza de vida... estou cada vez mais gaga e agora mais do que nunca, os meus óculos de descanso
(que supostamente devo usar apenas em frente ao PC ou para ver TV)
fazem-me muita falta ou fico com os olhos cansados.
Este fim de semana foi difícil.
Costumo assistir a um congresso anual e este ano não foi possível.
Acho que este acontecimento mostrou-me até que ponto estou limitada agora.

sábado, 4 de julho de 2009

PRÓXIMA ETAPA: PUNÇAO LOMBAR

imagem 1: electromiografia

Hoje fiz a Electromiografia... Pensei que ia ser bem pior.


Depois de 30 minutos de choques levados, espetaram-me uma agulha de uns 5 cm ao longo de vário músculos. Quem tem medo de agulhas.... lol.... é nesta altura que deve fugir. Eu já levei com tanta injecçao, que já estou imune as agulhas então não foi nada para mim do outro mundo. Levei com uma dúzia ou talvez mais de espetadelas mais ou menos fundas durante uns 20 minutos e pronto, o exame estava acabado.

As 3 Senhoras que cuidaram de me fazer o exame lá no CHAM foram híper gentis. Uns amores de Senhoras mesmo.

Afinal eu estava com tanto medo para nada. o único senão foi que fiquei muito, mas muito cansada depois do exame. Mas disseram que era normal, no meu caso.


Elas disseram que abriam as apostas para a esclerose múltipla, e que achavam que a biopsia muscular não deveria ser necessária, mas que recomendavam que eu fizesse outras ressonâncias o mais rápido possível e sobretudo uma punção lombar. Esta será, portanto a próxima etapa.


imagem 2: punção lombar


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quarta-feira, 1 de julho de 2009

como começou...









COMO TUDO COMEÇOU...








Apesar de sofrer de depressão já por alguns anos, a minha vida era rodeada sobretudo dos meus queridos cães. Fazia treinos de adestramento e isso fazia de mim uma das pessoas mais felizes da terra. Os animais trazem nas nossas vidas uma alegria diferente, trazem um amor sem pedir nada em retorno. Quer a gente deia pão ou bife, o nosso cão será sempre o nosso melhor amigo. É sempre perdoador, sempre feliz, sempre disposto a fazer uma corrida ou simplesmente ir a rua levar o lixo. Esta fotografia que coloquei aí, foi tirada pouco antes de eu adoecer. Para ser exacta foi tirada 3 meses antes. No entanto, posso dizer que esta minha cadela ainda hoje não me larga. Nunca me abandonou e nunca achou que eu podia ser «contagiosa». Quando achava que eu estava triste, enchia-me de lambidelas cheias de baba e de amor para me dizer simplesmente: «não te preocupes, eu estou aqui!»

Num fim de tarde de Fevereiro 2008, sentei-me no sofá para ver um filme. Quando quis levantar-me, apercebi-me que não podia mexer nenhum dos meus membros. só conseguia mexer o pescoço, conseguia falar e mexer a mão direita. Foi assim, sem mais nem menos. Sem uma única dor, sem um único aviso. Isto foi numa terça feira. Na altura só pensei que isso ia passar. Meu maninho e a minha mãe me ajudaram a por-me na cama e no dia seguinte iríamos decidir o que fazer consoante o que iria acontecer.

Quarta de manha, o meu braço direito se mexia, mas com pouca força., não conseguia andar, não conseguia mexer, não tinha forças, mas tinha a pele hiper sensível. É claro que fomos para o hospital. Fizeram Raio X a coluna, exames sanguíneos e por fim disseram-me que devia ser uma crise de ansiedade que iria passar com alguns calmantes suaves (valariana). Mandaram-me para casa tal e qual conforme cheguei lá: sem forças e sem poder andar.

Durante a noite de quarta para quinta feira tive vontade de vomitar. Na casa de banho, nos braços do meu irmão, depois de vomitar desmaiei. Eu não me lembro, mas meu mano me disse que eu acordei e desmaiei 4 vezes. Por fim junto com a minha mão, conseguiram-me por na cama para eu descansar.

Quinta feira, hospital novamente. aí decidiram que realmente não podia ser apenas uma simples «crise de ansiedade» e resolveram mandar fazer um TAC na coluna e na cabeça. Os resultados não deram em nada. O Médico não soube diagnosticar o que eu tinha. passou-me para outra especialidade, que me mandaram fazer umas Ressonâncias Magnéticas para despistar a esclerose. Também não ouve resposta. entretanto passaram-se 4 meses em que eu não tinha forças nenhumas nas pernas e de vez em quando mexia o braço esquerdo, tendo apenas o braço direito para fazer as coisas do meu dia-a-dia.

O certo é que fartei-me d ser cobaia dos especialistas e de uma vez só, decidi deixar toda a medicação receitada por cada um dos especialistas. Avisei-os que ia deixar todos os medicamentos e apenas continuei a tomar o meu antidepressivo que já tomava antes.

3 semanas depois já conseguia andar de muletas; mal, mas conseguia estar de pé e ir a casa de banho sozinha. VITÓRIA!!!

A minha recuperação foi lenta mas progressiva, e em 3 meses já conseguia andar apenas com uma bengala de apoio.

Durante todo este tempo, nenhum dos Médicos soube dizer-me o que me aconteceu, ou dar-me uma pequena ideia de diagnóstico. Apenas deixaram «rolar».

Afinal comecei a andar de novo não foi? Por isso, para quê se ralar?

Agora estou novamente na mesma situação. Desta vez as dores triplicaram, o cansaço aumentou terrivelmente e estou desesperada por ter um diagnóstico!